Abramed participa do 53º CBPC/ML (Congresso Brasileiro de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial)

Evento aconteceu entre 24 e 27 de setembro, no Rio de Janeiro e recebeu quatro mil participantes, mais de 230 palestrantes e promoveu 97 atividades científicas

 

O 53º CBPC/ML (Congresso Brasileiro de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial), promovido pela SBPC/ML (Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial), foi um sucesso e a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) esteve presente com estande institucional para receber associados e parceiros da entidade.

Sob o tema “Fazendo o futuro acontecer”, o Congresso contou em sua cerimônia de abertura com os presidentes do 53º CBPC/ML e da SBPC/ML e do Conselho de Administração da Abramed, Eduardo Emery e Wilson Shcolnik; com os coordenadores executivo, da Comissão Científica e da Comissão de Julgamento dos Temas Livres do Congresso, Claudia Meira, Carlos Eduardo Ferreira e Silvana Maria Eloi Santos; com os presidentes da Association for Molecular Pathology, da Confederação Nacional de Saúde e da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas, Victoria Pratt, Breno de Figueiredo Monteiro e Luiz Fernando Barcelos; e com a primeira vice-presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro, Célia Regina da Silva.

Scholnik comemorou os 75 anos da SBPC/ML falando de renovação e reforçando o compromisso da entidade no combate ao desperdício. Também celebrou as diferentes parcerias com instituições como a Fiocruz, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

 

INOVAÇÃO EM MEDICINA DIAGNÓSTICA 

Além de receber associados e parceiros no estande institucional, a diretora executiva da Abramed, Priscilla Franklim Martins, participou na manhã do dia 27, do Fórum que encerrou as atividades do Congresso, e que trouxe o tema “Inovação em Medicina Diagnóstica”. 

Guilherme Hummel, head mentor do eHealth Mentor Institute (EMI), conduziu uma apresentação sobre Digital Self Care e introduziu sua fala com a exibição de um vídeo que mostrava ondas gigantes e as diferentes reações das pessoas. Em uma analogia, reiterou que “nunca na história, o setor de saúde sofreu um impacto tecnológico tão grande” e recomendou que “é preciso aprender a surfar”.

O especialista prevê que em cinco anos, 25% das relações médico-paciente serão remotas e que até 2026, de 25 a 35% dos exames solicitados em consulta serão coletados em até 40 minutos. Ele apresentou algumas tecnologias que serão responsáveis por viabilizar essas previsões, como a teletriagem e a telemedicina. “O paciente deve ser empoderado e o médico deve assumiu o papel de educador”. 

Na sequência, Wilson Shcolnik convidou alguns representantes das maiores organizações de medicina diagnóstica do país para breves exposições sobre as iniciativas inovadoras que estão em curso em suas respectivas organizações.

Roberto Santoro, presidente do Grupo Hermes Pardini, abriu a segunda parte de exposições reforçando a importância de viabilizar o acesso dos pacientes às tecnologias. Afirmou ser imprescindível engajar os clientes, otimizar processos e capacitar os profissionais para lidar com todas as ferramentas. Santoro exaltou a medicina personalizada na área de genômica como a principal fonte de inovação do grupo que representa. 

O presidente do Grupo DB (Diagnósticos do Brasil), Antonio Fabron Jr., destacou uma iniciativa inovadora do grupo no setor de logística. Atualmente, a organização conta com o controle online de temperatura durante o transporte de amostras de exames, realizado em motos. O controle é disponibilizado ao cliente. 

Cláudio Terra, diretor de Inovação e Transformação Digital do Hospital Israelita Albert Einstein, citou algumas tecnologias disruptivas em saúde, como os Point Of Care Testing e como elas podem mudar o ciclo do cuidado. Sua apresentação teve foco no capital de risco e nos investimentos necessários para viabilizar a inovação. O especialista destacou que sua organização atualmente já é sócia de vinte startups, oferecendo uma gama de apoio extensa para essas organizações. 

Lidia Abdalla, CEO do Sabin Medicina Diagnóstica, aproveitou a ocasião para citar a criação de um hub de inovação na sede do grupo em Brasília, com oito startups e duas incubadoras, e da Amparo Saúde, um serviço voltado à atenção primária. 

Já Romeu Domingues, presidente do Conselho de Administração da Dasa, trouxe o ponto de vista da medicina diagnóstica de imagem. Reiterou a necessidade de o setor se reinventar para ser mais produtivo e oferecer mais qualidade nos laudos. O especialista citou que atualmente os resultados de exames dos pacientes considerados críticos, como positivo para diabetes por exemplo, são encaminhados diretamente aos médicos, com consentimento do paciente, reduzindo as chances de não continuidade no processo de diagnóstico e tratamento. 

O CEO do Grupo Fleury, Carlos Marinelli, exaltou a importância dos exames laboratoriais, que embasam 70% das decisões médicas no Brasil, e previu que as tecnologias que não apresentarem atrito na transmissão de informações vão ganhar o mercado. Em sua organização a medicina personalizada de precisão é prioridade para aplicação de inovação. 

“Mais uma vez a Abramed esteve presente no CBPC, um congresso referência no setor e que este ano contou com conteúdo e público extremamente qualificados”, pontua a diretora executiva da Abramed. “Parabenizamos a SBPC/ML por mais uma excelente edição. Que venha o 54º Congresso, estaremos juntos novamente”, finaliza Priscilla.